Vermelho

Ela levantou e pensou: quanta dor será que uma pessoa aguenta? Estava perto de explodir. Seu coração apertava. Não de angústia. Não sabia nem o que era isso. Poucas vezes ficou aflita com alguma coisa. Antes que desse tempo, ela levantava e fazia algo. Chegou perto da janela e avistou lá fora. Um engarrafamento cruzava toda a pista. Os prédios ao redor quase negavam a ela o direito de ver o céu. Na pequena fresta que encontrou, percebeu que estava nublado. Aquele não era um bom dia. Não tinha sido desde a primeira refeição: sopa de abóbora. Quem gosta de abóboras nesses dias? Abóbora nem deveria ser comida. Sua sina era virar lampião de Halloween, isso sim. Com as vistas embaçadas de olhar para o céu, procurou abrigo nas pequenas formigas que caminhavam lá embaixo. Pelo menos era assim que as pessoas ficavam do décimo sétimo andar. Gostava de altura, sempre gostou. Adorava quando se via desperta com o coração na boca depois de ter caído de um precipício. Nunca escalou na vida, talvez seja esse o seu maior arrependimento. E claro, ter pintado o cabelo de vermelho na década de 60. Os tempos eram outros, ela sempre dizia. Mas no fundo, lembrava com carinho dessa época. Rebeldes sem causa, eles diziam. Mal sabiam. Em um movimento brusco, abriu a janela. Sentiu o vento no rosto. Arrepiou-se. Não de medo, não era dada a sentimento, oras. Era frio mesmo. Pensou mais um pouco. Não tinha o que pensar. Deu-se direito a mais um pensamento: se ainda tivesse cabelo, pintava de vermelho.

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Waaaste

Quando você olha para a foto, qual a primeira coisa que você vê?

1) Um casal feliz e apaixonado

2) Um casal fingindo felicidade para os paparazzis

3) Marlene Matos puta correndo à esquerda

4) Axl Rose tentando fazer cara de mal à direita

5) Nenhuma das anteriores, você não pode ver.

TEDxSudeste: Eu preciso ir.

Não é de hoje que eu rasgo seda para o TED. Definitivamente, uma das melhores coisas que a internet já me proporcionou. Eu nunca vou esquecer palestras como a de Elizabeth Gilbert ou J.J. Abrams. Quem não conhece, precisa dar uma olhada. Mas esse post não é para falar do TED, e sim do TEDx. Versão móvel e independente do evento que, depois de São Paulo, desembarca no Rio de Janeiro. As inscrições estão abertas. Eu já fiz a minha. Agora é rezar para ser um dos convidados. Fica registrada aqui a prece.

Mexa-se

Música é para mexer. Seja o corpo, seja a alma. Tem que mexer. Quando mexe, é como um beliscão. Você está vivo. Cada centímetro da sua pele sente a vibração. É difícil não vibrar junto.

Não sei porque, mas essa música mexe e muito comigo. Queria ter 1/10 da sensibilidade desses caras só para mexer com o sentimento das pessoas dessa forma.

Rotina

Vem e vai.
Entra e sai.
Tudo se inspira.
Nada expira.
Vê se não pira.
Nesse vem e vai.

Letters to nobody [2]

Mais duas locuções que nunca serão veiculadas [2]

1- O que você faz quando tudo está perdido? Quando nada faz sentido? Quando você não encontra a saída? No que você pensa quando o fôlego diminui, a recompensa não vale a pena e nem se vê o resultado? Você pensa em desistir? Em jogar tudo pro alto e começar tudo de novo? Eu penso. Mas não desisto. Pois quem ama o que faz se entrega por inteiro. E faz de cada desafio uma nova esperança. Por isso, sou professor da UnB. ADUnB, desafiando limites.

2- Não tem porquê, nem faz sentido. Não vai dar em nada mesmo. Por que você não tenta outra coisa? Algo mais fácil, algo que já fizeram antes? Tanto cansaço, tanto empenho, tanto esforço. Pra nada? Pode parecer loucura. Amar sem pensar na recompensa. Mas quem ama o que faz se entrega por inteiro. Só pensa no que pode fazer para mudar o que acha errado. Pra somar num mundo de tantas subtrações. Esse é o professor da UnB. ADUnB, desafiando limites.

Futebol sem torcida

A paixão nacional não é a mesma na capital. Os times daqui não conseguem conquistar muitos torcedores e o resultado é a arquibancada vazia durante os jogos

A paixão nacional não é a mesma na capital. Os times daqui não conseguem conquistar muitos torcedores e o resultado é a arquibancada vazia durante os jogos

Futebol sem torcida